Agência para a gestão integrada de fogos rurais

saiba mais
Fundão 40.1380° N, 7.5011° W

O que é a AGIF?

A Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF) vem coordenar de forma estratégica, integrada e transversal a implementação do Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) por parte das entidades responsáveis, designadamente a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil, Guarda Nacional Republicana e o Instituto da Conservação da Natureza e Florestas.

O SGIFR será implementado em 5 anos segundo quatro eixos estratégicos:

01
Valorizar os espaços rurais
02
Cuidar dos espaços rurais
03
Alterar comportamentos de risco
04
Capacitar as instituições para a gestão do risco

A AGIF procura assim garantir a análise integrada do sistema, para assegurar a sua solidez e eficácia, e a articulação das entidades que o compõem, promovendo ainda o reforço dos sistemas de informação e comunicação de apoio à decisão operacional.

DEFESA TODO O ANO NO TERRENO

Porque a defesa de Portugal começa antes do fogo chegar e a ameaça é grande, a Gestão Integrada de Fogos Rurais está todo o ano no terreno focada na prevenção e na incorporação de conhecimento, não só técnico e científico, como do próprio território.

Na fase de combate ao incêndio, estes recursos dão suporte técnico ao comando único da Proteção Civil, integrando a prevenção no combate florestal e permitindo que a proteção civil se foque nas pessoas. As Forças Armadas (Exército, Força Aérea e Marinha), bem como a GNR, os bombeiros, os municípios, as entidades privadas e a sociedade civil são um suporte fundamental no novo modelo de Gestão Integrada.

Para além da especialização e responsabilização das 11 mil pessoas que integram o SGIFR, o sucesso na defesa de Portugal consegue-se com o associativismo dos produtores (prevenção e rentabilização do espaço rural) e com a consciência de que a gestão da vegetação nos terrenos e a autoproteção é responsabilidade de cada um de nós.

OS SETE PRINCÍPIOS ORIENTADORES DA AGIF E DO SGIFR

Princípios base

A sustentabilidade do território e a viabilidade das populações rurais

  • Ciclo virtuoso combinando rentabilização do espaço rural (com especial incidência em ações com impacto direto na prevenção), subsidiação eficaz e mudanças comportamentais.
  • Estruturação e cadastro da propriedade florestal para melhor fiscalização e diagnóstico, conhecimento e adoção de medidas para aumento de resiliência do território.

A gestão integrada da prevenção e do combate

  • Gestão comum da prevenção e combate, com coordenação e articulação de esforços.
  • Descentralização seletiva, com aproximação da gestão central aos agentes locais e proprietários, assegurando o seu envolvimento e responsabilização na prevenção e combate.
  • Sistema transversal aos diferentes ministérios e organismos centrais e com presença territorial do Estado até a um nível supramunicipal que assegure coordenação e supervisão no terreno.

Especialização e profissionalização

  • Estruturação do sistema em torno de dois eixos – Gestão de Fogo Rural e Proteção Contra Incêndios Rurais.
  • Profissionalização, especialização e capacitação dos meios humanos e técnicos em torno dos dois eixos para assegurar uma atuação qualificada.
  • Diretrizes claras e específicas para atuação, desde o planeamento ao combate e à recuperação da área ardida.
Passadiços do Paiva 40.9924° N, 8.2140° W

Princípios base

Solidez

  • Dotação dos recursos necessários (e.g. financeiros, humanos) para assegurar o funcionamento do sistema.
  • Colaboração com outras entidades do Estado, com especial ênfase na cooperação interministerial (e.g. Ministério da Justiça) para reforço de atuação do sistema.
  • Empowerment das estruturas centrais de planeamento e controlo.

Eficácia e agilidade

  • Sistema eficaz, rápido na tomada de decisão e operacionalização.
  • Abordagem adaptada ao tipo de propriedade, heterogeneidade piroregional (geografia e tipologia rural) e meteorologia, com sistema de comando ágil (especializado na prevenção, único no combate).
  • Priorização da atuação em função do valor em risco e dos recursos disponíveis.

Responsabilização e transparência

  • Objetivos e resultados anuais definidos e publicados para prevenção e combate.
  • Sistemas de financiamento virtuosos, assegurando um alinhamento entre objetivos e financiamento.
  • Monitorização e controlo de atuação dos agentes do sistema.

Conhecimento e melhoria contínua

  • Incorporação de conhecimento científico e melhores práticas internacionais no sistema.
  • Recursos humanos reforçados e renovados para assegurar sistema cada vez mais especializado e capacitado.
  • Equipamentos e tecnologia mais sofisticados para suportar a prevenção e o combate.
  • Objetivos anuais progressivamente mais ambiciosos alicerçados em sistema de lições aprendidas.