Realizou-se, no dia 13 de janeiro, o Conselho Consultivo da Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais, IP (AGIF), durante o qual foram apresentadas as evoluções mais recentes na governação dos incêndios à escala global, bem como partilhada informação relativa ao ano de 2025 e aos cenários prospetivos para o período 2020-2030.

No decorrer da reunião, foram ouvidas e recolhidas as reflexões e contributos dos conselheiros presentes, incluindo representantes da Comissão Nacional de Proteção Civil, do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, da Associação Nacional de Freguesias, do Conselho Florestal Nacional, da Liga dos Bombeiros Portugueses e do CoLAB ForestWISE. Participaram ainda duas personalidades convidadas: o Professor Filipe Duarte Santos, na qualidade de Presidente do Conselho Nacional do Ambiente e do Desenvolvimento Sustentável, e o Engenheiro Nuno Calado, em representação do setor florestal.

Da reunião resultou a conclusão de que Portugal tem participado ativamente na construção da governação mundial no domínio dos incêndios florestais, reforçando simultaneamente as ligações internacionais e o acesso ao conhecimento. À escala nacional, desde 2018, foi possível reduzir para metade o número de incêndios e diminuir significativamente os impactos sobre a vida humana e o edificado.

Ainda assim, as áreas ardidas registadas em 2024 e 2025 evidenciam que subsistem desafios relevantes, sendo necessário prosseguir e intensificar os esforços para melhorar a proteção dos espaços florestais, reduzir os danos e mitigar o risco.

Os cenários prospetivos apresentados apontam para a necessidade de acelerar a execução da estratégia definida e de concretizar os projetos previstos no Programa Nacional de Ação, fundamentais para transformar o contexto territorial e organizacional em que os incêndios que não são resolvidos no ataque inicial tendem a evoluir para situações de difícil controlo.

Nos próximos anos, o reforço operacional e da governação exige a mobilização das entidades públicas e privadas, o fortalecimento da articulação e cooperação institucional, um melhor alinhamento dos incentivos económicos e patrimoniais e um foco prioritário na prevenção e nos comportamentos adotados em dias de risco elevado.